terça-feira, janeiro 24, 2012
A vida magoa-me tanto que neste momento a minha indiferença apenas retrata a tolerância que lhe tenho. Ultimamente, a vida, como todas as coisas que a implicam, metem-me nojo. Tenho-lhes um pudor que não de mede. Mas a vida, é como um peso que me vai empurrando cada vez mais para baixo impedindo-me cada vez mais de ver aquele feixe de luz.
segunda-feira, dezembro 12, 2011
Cheiro a frio...
Gosto deste tempo. Gosto do frio, deste nevoeiro invadido pelo cheiro a queimadas. Gosto deste cheiro a tabaco inebriado pela neblina que me cega. Dou passos sem ver o que piso, vou percorrendo caminhos sem saber onde vou. E todo este clima é misterioso e me seduz para dentro de si. São épocas melancólicas. De uma melancolia que me enche o coração. É nesta altura que me sinto abraçada pelo mundo, pela vida. O cheiro... ah como eu venero o cheiro das ruas ! Este cheiro tão característico de Lisboa. Quer seja o fumo do assador de castanhas, quer seja o do cigarro daquela pessoa sentada na esplanada do café. O café... o cheiro de um galão bem quente acompanhado pelo cheiro dos bolos que se manifestam nas montras. É tudo tão enfeitiçante. Cheira a frio!
Há momentos retrospectivos nesta altura do ano. Não porque o Natal esteja à porta e de repente todos se lembrem de ser boas pessoas, não porque o ano esteja a acabar e eu tente rever todos os erros que cometi este ano para não os voltar a repetir no próximo, não. Nada disso. É neste altura do ano em que, abraçada por este frio e estes cheiros reconfortantes, me encontro em mim. No resto das estações eu perco-me no frenesim, na euforia, nas idealizações dos outros. Agora focalizo-me em mim. Sou eu e o nevoeiro. Sou eu e mais alguém que não vejo. Sou eu, simplesmente eu, sem artificios ou poses politicamente correctas. Sou eu despida de preconceito, só eu e este nevoeiro branco.
Há momentos retrospectivos nesta altura do ano. Não porque o Natal esteja à porta e de repente todos se lembrem de ser boas pessoas, não porque o ano esteja a acabar e eu tente rever todos os erros que cometi este ano para não os voltar a repetir no próximo, não. Nada disso. É neste altura do ano em que, abraçada por este frio e estes cheiros reconfortantes, me encontro em mim. No resto das estações eu perco-me no frenesim, na euforia, nas idealizações dos outros. Agora focalizo-me em mim. Sou eu e o nevoeiro. Sou eu e mais alguém que não vejo. Sou eu, simplesmente eu, sem artificios ou poses politicamente correctas. Sou eu despida de preconceito, só eu e este nevoeiro branco.
sexta-feira, dezembro 02, 2011
entranhas... o que resta delas
Estou partida. Estou sem vida. Sou um farrapo velho sem alma e coberto de feridas. Perdi-me. Deixei-me perder. Sinto-me encurralada, e aqueles, aqueles que dizem que estarão sempre por perto, não os estão. Foram os primeiros a abandonar o barco. Eles culpam-me pelos seus azares, e eles não me protegem. Na realidade obrigam-me a sujeitar-me a uma, e outra violação do meu ser. Eu sou um produto com defeito. Eu não tenho arranjo. Eu estou desfeita e não me consigo recompor. Sinto-me uma criança abandonada. Ninguém quer saber... e eu vou ficando insensível à vida. Neste momento a vida doí demasiado.
sexta-feira, novembro 18, 2011
grrrgrrr
É impressionante... impressionante como a felicidade pode ser escassa. Como a ingenuidade pode levar a caminhos obscuros e como nos esmagam por dentro pessoas que cada vez julgamos mais não ser nada para nós. Mas são um nada que magoa. São uma nada que destrói.
Odeio. Odeio tudo isto. Cada vez quero mais estar longe daqui. Ainda que haja algo que me prenda a este lugar, algo que não compreendo porque isto é tudo tão cruel, eu quero sair daqui. Quero desaparecer daqui. Quero ser livre destas pessoas, quero ser livre desta negatividade, deste pessimismo, desta falta de amor.
Estou farta de gritos de odio que me fazem chorar, estou farta de faltas de respeito que me fazem estoirar, estou farta de ressentimentos que nunca irão passar. esrtou farta de me sentir deslocada daqui. estou farta, simplesmente isto, farta.
Odeio. Odeio tudo isto. Cada vez quero mais estar longe daqui. Ainda que haja algo que me prenda a este lugar, algo que não compreendo porque isto é tudo tão cruel, eu quero sair daqui. Quero desaparecer daqui. Quero ser livre destas pessoas, quero ser livre desta negatividade, deste pessimismo, desta falta de amor.
Estou farta de gritos de odio que me fazem chorar, estou farta de faltas de respeito que me fazem estoirar, estou farta de ressentimentos que nunca irão passar. esrtou farta de me sentir deslocada daqui. estou farta, simplesmente isto, farta.
quinta-feira, novembro 17, 2011
Pensar ...
O que separa as minhas memórias do meu coração, não é mais do que uma negação do pensamento. Se não pensar, as memórias não existem. Se não pensar as memórias não passam de caixas de sapatos com fotografias antigas em tons de melancolia, rebuçados de felicidade embrulhados em gargalhadas, bilhetes de cinema inebriados em fantasia, músicas enfeitiçantes, sorrisos calorosos agrafados a situações indescritíveis. Se eu não pensar as memórias não passam de cartas que tu me escrevias, onde as tuas palavras me faziam chorar e me enchiam o coração. Se não pensar a tua existência torna-se nula. Se não pensar, não irei ceder à tentação de processar sentimentos tentado arranjar explicações lógicas para o irracional. Se eu não pensar, eu não existo, e se eu não existir eu não penso em ti.
domingo, novembro 13, 2011
E se eu for um sonho... ?
E se eu for um sonho? E se eu for um simples e mero sonho que alguém teve numa noite mais confusa? E se eu não passar da fantasia de alguém? E se eu viver a realidade de outrem, mesmo não sendo verdadeiramente alguém?...
E se, e se, e se… E se o mundo fosse fantasia, ele talvez fosse perfeito. Mas o que é perfeito, não é bom! Não ensina. Não magoa para ensinar. Não ensina a sofrer para depois ensinar a parar de chorar.
Chorar… Porque será que cada vez que o coração sente algo que não é em vão, se chora mesmo por vezes querendo que não? Choro assim quando caio na calçada, quando corro desalmada e acabo por tropeçar nos meus próprios pés… Contudo, mesmo caída no meio da estrada, parecendo desamparada e envergonhada, chega, sorrateiramente, quem nós, lá no fundo, eternamente esperávamos. A voz amiga que faz com que a vergonha passe, que faz com que eu olhe outra vez para o céu, e pense que vale a pena viver mais um dia. Nem que seja mais um dia na minha fantasia, na minha imperfeita, mas autêntica, realidade….
sábado, novembro 12, 2011
Citações
"Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo."
Miguel Esteves Cardoso
segunda-feira, novembro 07, 2011
Inverno pouco solarengo
Um novo dia começou. Não me sinto revitalizada mas sinto-me melhor do que ontem e esperemos que pior que amanha. A reabilitação começou. Iniciou-se uma nova fase. Começaram os dias frios, os meus favoritos em tempos, aquela brisa que cortava a respiração, os casacos e camisolões que me consolam juntamente com um galão bem quente pela manha e o final da tarde. Aqueles dias em que, logo pelo inicio da manha tu me abraçavas, me acolhias carinhosamente dentro do teu casaco enquanto eu punha os meus braços à tua volta e jurava não te largar. Aqueles dias em que tu, mesmo sabendo o resultado, ficavas super chateado quando te ia dar um beijo na cara com o meu nariz gelado. Aqueles dias em que tu seguravas nas minhas mãos calorosamente, e ficavas a olhar-me nos olhos . . . trocávamos pensamentos. Tínhamos longas conversas em que bastava olharmos um para o outros, longas conversas, as melhores, em que não tínhamos que dizer uma única palavra para nos entendermos. Eu costumava gostar de dias frios, terrivelmente frios, mas hoje em dia o frio tornou-se insuportável por aguçar a minha saudade de ti.
quarta-feira, novembro 02, 2011
Aprisionamentos
Sinto-me a sufocar entre estas quatro paredes, sinto-me fora de mim. Há imensa gente à minha volta, é uma multidão imensa, e estas quatro paredes são tão imensamente pequenas. Gosto de ser eu comigo mesma, gosto de estar cheia de mim. Mas eu mão consigo ser eu se tiver que ser livre de mim.
Estas pessoas não me conhecem, estas pessoas não sabem quem sou mas estão constantemente no meu caminho, aprisionando-me, tornando os dias dificeis de suportar e fazendo com que eu me encha de ódio, de raiva... Fico com pensamentos absurdos dentro de mim.
Eu juro que me sinto presa, juro que a sensação de me estarem a prender os braços com a maior força possível, impedindo-me de mexer, é real. O sofrimento é real. Eu sinto as amarras em mim, apertando os meus braços contra o meu corpo. Os olhos começam a flamejar e começam a encher-se de rios de revolta, mas também de cansaço. Porque é que eu não me sinto em casa, estando em casa? Eu não pertenço aqui. O mais ínfimo vestígio de felicidade, de contentamento, de bem-estar, é aniquilado pela atitude destas pessoas. Matam-me o espírito e só me sinto bem fora daqui.
De repente a minha casa torna-se tudo o resto. Torna-se o mundo envolvente. E nesta minha casa, existem quartos mais obscuros. São quartos obscuros de liberdade. Mas são uma liberdade dependente. Eu entro nestes quartos e torna-se difícil sair, porque o bem estar, a alucinação, a felicidade e despreocupação são sensações difíceis de deixar. Torno-me então dependente delas. Eu não quero sair daqui. Aqui tudo parece mais fácil, aliás, não parece, é. Porque aqui não me sinto aprisionada aos pensamentos cruéis que eles infligem em mim. Aqui deixo a minha mente solta e sou quem eu quero ser. Aqui os meus pensamentos não são absurdos, nem a minha felicidade demasiada. Aqui o mundo é pintado em tons de azul, lá é tão escuro e reprimido que não se vêem cores.
Estas pessoas não me conhecem, estas pessoas não sabem quem sou mas estão constantemente no meu caminho, aprisionando-me, tornando os dias dificeis de suportar e fazendo com que eu me encha de ódio, de raiva... Fico com pensamentos absurdos dentro de mim.
Eu juro que me sinto presa, juro que a sensação de me estarem a prender os braços com a maior força possível, impedindo-me de mexer, é real. O sofrimento é real. Eu sinto as amarras em mim, apertando os meus braços contra o meu corpo. Os olhos começam a flamejar e começam a encher-se de rios de revolta, mas também de cansaço. Porque é que eu não me sinto em casa, estando em casa? Eu não pertenço aqui. O mais ínfimo vestígio de felicidade, de contentamento, de bem-estar, é aniquilado pela atitude destas pessoas. Matam-me o espírito e só me sinto bem fora daqui.
De repente a minha casa torna-se tudo o resto. Torna-se o mundo envolvente. E nesta minha casa, existem quartos mais obscuros. São quartos obscuros de liberdade. Mas são uma liberdade dependente. Eu entro nestes quartos e torna-se difícil sair, porque o bem estar, a alucinação, a felicidade e despreocupação são sensações difíceis de deixar. Torno-me então dependente delas. Eu não quero sair daqui. Aqui tudo parece mais fácil, aliás, não parece, é. Porque aqui não me sinto aprisionada aos pensamentos cruéis que eles infligem em mim. Aqui deixo a minha mente solta e sou quem eu quero ser. Aqui os meus pensamentos não são absurdos, nem a minha felicidade demasiada. Aqui o mundo é pintado em tons de azul, lá é tão escuro e reprimido que não se vêem cores.
domingo, outubro 30, 2011
Sonhos vãos
Estou sozinha. Sentada no chão do meu quarto, de olhos postos no passado que jurei fechar a sete chaves. Não sei que fazer... já sem abrir a "arca do que já foi" o meu peito se enche de mágoa e de saudade. Sim, saudade. Tenho saudade de um passado que já foi e não volta. De um ontem que não se pode mudar porque tu destruíste tudo. Tu arruinaste tudo. Estragas-te tudo. Como é que o pudeste fazer? Eu não entendo... De um dia para o outro a transformação foi enorme. Pelo menos aos meus olhos. Fizeste-me a mim o que eu nunca pensei que pudesses fazer a quem quer que fosse. Foi como se um irmão me traísse. E custa a imaginar a traição de um irmão, pois o que nutrimos por um irmão era o que eu pensava nutrir por ti - amor incondicional. Acontece que o meu amor afinal não era assim tão incondicional. Ele impunha limites que tu ultrapassaste ao desprezares-me, humilhares-me, pisares-me.
Eu tentei a indiferença, eu tentei o esquecimento, eu tentei anular a tua existência no meu mundo. Acontece que isso não é possível. O tempo, aquele que dizem curar todas as feridas, só tem piorado a situação. Com o tempo percebo que não vais voltar atrás, que eu não irei conseguir voltar atrás. No entanto, eu queria que tudo voltasse ao que era. Mas é impossível. É impossível esquecer tudo aquilo em que tu te tornaste e todo o cenário que tu montaste. Acontece que aquela voz que dizia que nada nos iria separar ainda me persegue em sonhos vãos.
Eu tentei a indiferença, eu tentei o esquecimento, eu tentei anular a tua existência no meu mundo. Acontece que isso não é possível. O tempo, aquele que dizem curar todas as feridas, só tem piorado a situação. Com o tempo percebo que não vais voltar atrás, que eu não irei conseguir voltar atrás. No entanto, eu queria que tudo voltasse ao que era. Mas é impossível. É impossível esquecer tudo aquilo em que tu te tornaste e todo o cenário que tu montaste. Acontece que aquela voz que dizia que nada nos iria separar ainda me persegue em sonhos vãos.
Agora sinto-me presa a um vazio. Um vazio não sei de quê. Sinto-me tão cheia de nada que me sufoco.
sábado, outubro 29, 2011
mais um cigarro
Acendo um cigarro. Deixo-me simplesmente a inalar a despreocupação que ele emana. Sinto-me leve... é como se flutua-se sobre a ilusão que a vida é. Em cada travo a minha mente desprende-se do meu corpo e o meu desejo de ti esmorece. De repente sinto-me calma, relaxada, desprendida de tudo. A ansiedade de saber algo de ti, de te ter perto de mim, desaparece. O fumo impede que as lágrimas escorram, impede os movimentos involuntários que o meu corpo faz para correr atrás de ti. Em certas alturas faz-me não pensar em ti. Fico anestesiada. Fico insensível a ti.
sexta-feira, outubro 28, 2011
Mais do mesmo...
Eu quero-te de volta na minha vida, mas não consigo confiar em ti. Quero-te de volta mas não assim. Nem sei do que tenho saudades se tudo, no fim, era mentira ! Se no fundo tu nunca quiseste saber. Se todos estes anos não valeram de nada e eu fui apenas mais um meio para chegares a um fim.
"A ironia da dor é querer que a pessoa que nos magoa seja a que nos consola", e a minha dor é bastante irónica... Porque tu fizeste tudo o que podia ser feito para deixares desfeita, desorientada e vazia, mas mesmo assim sinto a tua falta. Ainda que, agora, saiba que tudo não passou de uma mentira, a tua cínica preocupação, o teu cínico abraço, o teu cínico beijo na minha testa, na altura pareceu-me tão sincero. E eu tenho tantas, mas tantas saudades de sentir os teus braços a volta do meu corpo. Parecia tudo tão sentido que me fazia sentir segura, protegida.... Faça frio ou faça calor, eu nunca consigo dormir destapada. Tenho sempre que ter algo a cobrir-me o corpo. Preciso de me sentir protegida. Tu eras o meu cobertor nas atribulações da vida. Agora és a música no meu telemóvel que passo sempre à frente para não ouvir, mas que não sou capaz de apagar; És o numero no telemóvel que finjo não ter, mas que também não sou capaz de apagar; És a pessoa nas fotografias que finjo não conhecer. És a quem associo todas a frases mais sentidas dos livros. És a pessoa sobre a qual eu não consigo falar e que insiste em estar constante na minha vida. Por muito que tente evitar a tua presença está sempre manifesta em alguma coisa do meu dia-a-dia. Não te ter na minha vida foi como aprender a viver novamente, mas eu não vivo plenamente, eu quase que vivo... e "quem quase morreu está vivo, quem quase vive já morreu". Eu morri por dentro. Por muito que me custe a admiti-lo parte do que eu era, eras tu. Porque eu concentrava mais a minha atenção nas preocupações da tua vida do que nas preocupações da minha. Porque tu fazes parte de mim à quase uma vida inteira, e eu não consigo apagar esse facto.
Ainda que eu ache que não te consigo ter novamente na minha vida, ainda que olhando para trás tenha a certeza que me usaste, da pior maneira possível, há algo em mim que me diz que mesmo assim houveram abraços sentidos, verdadeira preocupação da tua parte para comigo. Quer dizer... algures pelo caminho tu realmente gostavas de mim, certo? Eu realmente era a tua menina e tu afastavas os meus fantasmas. Algures pelo caminho nós fomos realmente como irmãos... certo?
"A ironia da dor é querer que a pessoa que nos magoa seja a que nos consola", e a minha dor é bastante irónica... Porque tu fizeste tudo o que podia ser feito para deixares desfeita, desorientada e vazia, mas mesmo assim sinto a tua falta. Ainda que, agora, saiba que tudo não passou de uma mentira, a tua cínica preocupação, o teu cínico abraço, o teu cínico beijo na minha testa, na altura pareceu-me tão sincero. E eu tenho tantas, mas tantas saudades de sentir os teus braços a volta do meu corpo. Parecia tudo tão sentido que me fazia sentir segura, protegida.... Faça frio ou faça calor, eu nunca consigo dormir destapada. Tenho sempre que ter algo a cobrir-me o corpo. Preciso de me sentir protegida. Tu eras o meu cobertor nas atribulações da vida. Agora és a música no meu telemóvel que passo sempre à frente para não ouvir, mas que não sou capaz de apagar; És o numero no telemóvel que finjo não ter, mas que também não sou capaz de apagar; És a pessoa nas fotografias que finjo não conhecer. És a quem associo todas a frases mais sentidas dos livros. És a pessoa sobre a qual eu não consigo falar e que insiste em estar constante na minha vida. Por muito que tente evitar a tua presença está sempre manifesta em alguma coisa do meu dia-a-dia. Não te ter na minha vida foi como aprender a viver novamente, mas eu não vivo plenamente, eu quase que vivo... e "quem quase morreu está vivo, quem quase vive já morreu". Eu morri por dentro. Por muito que me custe a admiti-lo parte do que eu era, eras tu. Porque eu concentrava mais a minha atenção nas preocupações da tua vida do que nas preocupações da minha. Porque tu fazes parte de mim à quase uma vida inteira, e eu não consigo apagar esse facto.
Ainda que eu ache que não te consigo ter novamente na minha vida, ainda que olhando para trás tenha a certeza que me usaste, da pior maneira possível, há algo em mim que me diz que mesmo assim houveram abraços sentidos, verdadeira preocupação da tua parte para comigo. Quer dizer... algures pelo caminho tu realmente gostavas de mim, certo? Eu realmente era a tua menina e tu afastavas os meus fantasmas. Algures pelo caminho nós fomos realmente como irmãos... certo?
quarta-feira, outubro 26, 2011
Odeio-te
Odeio-te. Odeio-te porque me mentiste. Odeio-te porque me fizeste promessas vãs. Odeio-te porque me desiludiste e me difamas como se eu é que fosse a vilã.
Odeio-te porque acabaste com tudo o que poderia ter sido e não foi, odeio-te porque na tua presença sinto-me morta. Por dentro e por fora. Porque nos meus olhos já nada se vê para além do vazio que deixaste em mim, para além disso mesmo: Morte.
E mataste-me de forma tão cruel. Não te limitaste a espetar a faca, ainda tiveste que a torcer dentro de mim e fizeste questão de deixar feridas por sarar. Fizeste questão de ter sitio onde por sal e, mais uma vez, magoar.
Odeio-te porque já não te reconheço ! Odeio-te porque me fazes odiar, a ti e a mim.
Odeio-te porque acabaste com tudo o que poderia ter sido e não foi, odeio-te porque na tua presença sinto-me morta. Por dentro e por fora. Porque nos meus olhos já nada se vê para além do vazio que deixaste em mim, para além disso mesmo: Morte.
E mataste-me de forma tão cruel. Não te limitaste a espetar a faca, ainda tiveste que a torcer dentro de mim e fizeste questão de deixar feridas por sarar. Fizeste questão de ter sitio onde por sal e, mais uma vez, magoar.
Odeio-te porque já não te reconheço ! Odeio-te porque me fazes odiar, a ti e a mim.
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