Não exigo formulas certas para resultados concretos, mas exigo sentimentos absurdos sem destinos incertos. Não quero desejos fugazes, mas atracções eternas. E se tudo isso ainda te parecer muito, te parecer demasiado exigente, talvez a distância dos corpos seja mais curta que a da mente e do teu coração.
quarta-feira, agosto 03, 2011
Eventualidades
Não exigo formulas certas para resultados concretos, mas exigo sentimentos absurdos sem destinos incertos. Não quero desejos fugazes, mas atracções eternas. E se tudo isso ainda te parecer muito, te parecer demasiado exigente, talvez a distância dos corpos seja mais curta que a da mente e do teu coração.
sábado, junho 11, 2011
pretéritos imperfeitos
Fazes-me chorar. Fazes-me ter pena de mim mesma. Fazes-me sobretudo ter saudades. Parece ridículo especialmente depois de tudo o que já vi vindo de ti, mas tenho saudades. Não da pessoa em que te tornaste mas na pessoa que eras nos primeiros anos que passei a teu lado. Costumava admirar a maneira como não tinhas problemas em dizer o que sentias, a forma como te destacavas dos outros por, ao contrário deles, não teres medo de falar o que te ia na cabeça. Pelo facto de seres um amor de rapaz que conseguia ser tão querido que era impossível resistir aquela ternura. São coisas de "puto", talvez, que se vão perdendo com a idade. Aquele olhar meigo, aquele ar querido… talvez essa primeira impressão tenha desaparecido mesmo. E de vez. Contudo eu gostava imenso do apoio que me davas. Dos abraços que me davas. Gostava da maneira como me sentia protegida ao teu lado. Segura. E de repente tudo isso desapareceu. Tiraste-me tudo isso da mesma maneira que se puxa o tapete a alguém para este cair. A questão é que eu não tinha chão onde cair. O meu chão eras tu e tu desapareceste. Assim, sem mais nem menos. Sem explicações. Sem uma única discussão sequer. E eu ainda tentei. Juro que tentei. Lutei contra todo o orgulho e pus todo o amor próprio que ainda me restava de lado só para tentar. Mas mais uma vez deitaste um pedaço de mim abaixo. Mais uma vez tiraste-me o chão… E eu entrei em queda livre. Sem altura concreta para parar, sem momento certo de abrandar. domingo, maio 08, 2011
Lembranças de mar
Na imensidão do mar encontro a liberdade. Os pensamentos surgem e proporcionam uma reflexão sobre a minha pequenez e até mesmo a minha grandiosidade.
O mar demonstra, por vezes, violência extrema. O mar zanga-se, é cruel, e nós temos medo. Sentimos receio por não o conseguir domar. No entanto, na mesma hostilidade que ele nos transmite encontramos conforto e apercebemo-nos que somos parte de um todo, em tempos desconhecido. Sentimo-nos acolhidos e falamos para o infinito na esperança que nos oiçam e até os mais ínfimos desejos se concretizem. O mar é uma espécie de Deus regente dos nossos destinos.
O oceano é imenso, como já referi, e tudo o que nos dá, leva; e tudo o que leva, mais cedo ou mais tarde, nos dá. Sobre a forma que menos esperávamos. Por vezes, desejamos algo, pensando que é o que nos faz falta, mas a sabedoria das águas mostra-nos que erramos. Elas que nunca são paradas e já viram mais coisas neste mundo que todas as gerações da espécie humana. Reconhecem em nós todos os segredos, todas as façanhas, angustias, fortuna… Reconhecem em nós, os sentimentos que desconhecemos ter. Não há-de ser por acaso que toda a gente, de uma maneira ou de outra, procura no mar o mesmo: amparo, compreensão, respostas.
É incrível a capacidade que este tem de nos dar respostas. Não soluções. Respostas às nossas questões. Solução cabe-nos a nós encontrá-la através da interpretação de tais respostas. Contudo, há que ter cuidado. Existe diferença entre respostas que o mar nos fornece e aquelas que queremos ouvir. Ao conversar com o Deus das águas, há que faze-lo sem perturbações de espírito, sem perguntas já respondidas, sem desesperos ou outras causas maiores. O mar louva os conscientes, os racionais sentimentalistas. Todos os outros são ignorados. Não há beleza no fundo do mar que responda a loucos, que afinal somos todos.
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